Você já reparou naquele bolsinho estreito que aparece em quase todo jeans? Ele é pequeno demais pra caber o celular, discreto demais pra chamar atenção, mas insiste em estar ali.
Imagine-se se arrumando de manhã, colocando sua calça favorita e sentindo o conforto conhecido do tecido.
Ali, escondido dentro do bolso maior, está um pedaço da história da moda que sobreviveu ao tempo.
Vaqueiros, mineiros e ferroviários carregavam seus relógios de bolso presos a correntes.
Era, de certa forma, o equivalente do século XIX ao espaço que hoje usamos para guardar o celular.
Com a popularização do relógio de pulso, a função original perdeu espaço. Mas o bolsinho continuou ali, adaptando-se. Passou a servir para moedas, isqueiros, chaves e até bilhetes de metrô.
Estilistas perceberam que mais do que funcional, ele carregava uma aura vintage, um detalhe que conectava o jeans à sua origem simples e prática no trabalho pesado.
Hoje, quase ninguém o usa pra guardar relógios. Mesmo assim, o pequeno bolso segue firme. Alguns colocam uma palheta de guitarra, outros uma moeda da sorte. Crianças escondem pequenos segredos.
⚡ Curiosidade: o pequeno bolso do jeans também já foi chamado de watch pocket (“bolso do relógio”) e de coin pocket (“bolso de moedas”).
Originalmente, ele foi criado para guardar relógios de bolso no século XIX.
Porque virou um detalhe tradicional do design do jeans, mantido por estética e história.
Sim. Hoje ele serve para moedas, chaves, pen drives, palhetas de violão ou pequenos objetos.
Ele foi adicionado por Levi Strauss em 1873, nos primeiros jeans de trabalho.